É possível ler na escola?
Que tratamento a escola dá à leitura?
O ambiente escolar pode converter-se num ambiente propício à leitura?
Como criar em todas as escolas condições didáticas que abram para todos as portas da cultura escrita?
Quais são as atuais dificuldades para a formação de leitores?
O PROJETO Atitudes e Valores segue envolvendo todas as disciplinas. Os professores levam suas turmas, para participarem da leitura de livros, e após esta participação trabalham com seus alunos os temas abordados nas leituras, sempre buscando aprimorar neles, redação, disciplina, valores morais e o mais importante sua liberdade de expressão.
São perguntas das quais temos respostas. A partir do momento que o projeto sai da teoria e torna-se prática. O texto literário exige que o leitor compartilhe do jogo da imaginação e utilize os seus conhecimentos prévios do mundo para captar o sentido de coisas não ditas, de ações inexplicáveis, de sentimentos não expressos.
É um projeto de grande relevância em tempos cibernéticos.

Para que uma criança goste de leitura, é preciso despertar nela o desejo de compreender a escrita. Organiza-se a partir daí vários trabalhos em grupo ou individual. Lendo, atribuímos significados aos textos. E para isso temos que manter contato com diferentes tipos de textos.
Aprende-se a redigir interagindo com escritores experientes, com textos já produzidos por outros que repetimos de memória, ou que reproduzidos complementando, adaptando, suprimindo, modificando, quer conteúdo temático, quer estilo verbal, um texto sempre suscita outro.
As atividades de leituras e de elaboração de textos devem procurar ampliar competência discursiva dos alunos para o diálogo entre os textos. E assim à medida que incorporam significados de outros textos, ou procedimentos de revisão, os textos vão mudando, e através da redação o professor pode e muito determinar campeonatos entre alunos, para que seus textos sejam lidos, e ao viverem essa experiência, começam a perceber as interpretações conflitantes que provocam, a experimentarem a necessidade de produzirem sucessivas versões, e assim a necessidade de realizarem novas leituras para ampliarem seus textos produzidos. A escolha dos gêneros e a seleção dos livros permitem a construção de uma rede em que uma história puxe à outra. Os textos se organizam dentro de gêneros, isto é, apresentam formas globais relativamente estáveis. Esta estabilidade faz com que um leitor possa, desde as primeiras linhas, adivinhar a que gênero pertence o texto, prever uma determinada extensão, uma certa estrutura composicional, um certo desfecho.



A experiência em sala de aula vem mostrando que os alunos, apesar de vários anos de escolaridade, apresentam sérios problemas de leitura. Entre as deficiências apresentadas, está a dificuldade para ler crítica e criativamente os textos que lhe são apresentados para leitura.
Isso aponta que esses alunos precisam de uma intervenção pedagógica de emergência, com a finalidade de fornecer a eles as condições essenciais à leitura do mundo, o que implica no redimensionamento na natureza dos conteúdos que estão sendo ensinados na escola. E, para isso, é preciso levar em conta que ensinar a ler não é tarefa apenas do professor de português. É uma tarefa de todos.
Na Emef. Roberto Luis de Araújo Brandão os professores esperam que o projeto contribua para a melhoria do processo ensino-aprendizagem da leitura crítica e criativa. Tornar os alunos leitores mais críticos e criativos, dando a eles oportunidade que os levem a entender o ato de ler como uma necessidade permanente de suas vidas.